domingo, 16 de novembro de 2014

TORMENTAS E CALMARIAS

    Vamos construir um barco, não precisa ser grande, mas é preciso ser resistente. Ao colocarmos o nosso barco em alto mar, sabemos que não teremos maré mansa, sabemos que iremos navegar em águas rasas e calmas, mas também navegaremos em águas profundas e com fortes correntezas.
    Nosso barco precisa de forças nos remos e fé no destino, sem esses dois quesitos, naufragar será uma questão de tempo, porque o que não falta nesse mar, são as tormentas e as calmarias, elas são o equilíbrio que precisamos para chegarmos ao nosso ancoradouro. Nesse mar de vida, as vezes temos a impressão que tudo está calmo, e que ficará calmo por muito tempo, mas a aparência com os outros mares, é bem próxima, porque quando menos esperamos, uma grande onda se levanta e nos obriga a lutar contra ela, para não beijarmos a areia, e quando ela passa e quebra na praia, nos deliciamos com as espumas brancas que ela deixou.
    Remar é preciso, e remar com fé, porque só assim poderemos sobreviver as tormentas, e quando elas passarem respiraremos com tranquilidade. Vamos imaginar que estamos trabalhando fora do nosso estado de origem, e esse trabalho é uma oportunidade de afirmação pessoal e profissional, mas as regras do joga mudaram, e agora teremos de concorrer com outras pessoas em um grande desafio.      Não é apenas mais um, é um que talvez possa definir a nossa estabilidade, acontece que já esperávamos que a qualquer momento, fosse testada a nossa resistência.
    Mas temos um importante detalhe que nos favorece, quando tínhamos colocado nosso barco nas águas sabíamos que encontraríamos as dificuldades, e entramos nele fortalecidos pela força e pela a fé, e as tormentas viriam, mas elas também iriam passar, deixando as águas mansas para que a tranquilidade nos aliviasse.
    As tormentas passarão, mas se elas não existissem, não saberíamos a força que temos para velejar, superar as mesmas e chegar ao nosso destino. Ah, como é gratificante poder abrir os braços, sentir o frio da brisa tocar nosso corpo, os respingos das marés molhar nossa roupas, mas podermos gritar, consegui, e esse grito só acontece porque soubemos preparar nosso barco.

    Ass.  Maninho.

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