sexta-feira, 13 de março de 2015

SOLIDARIEDADE

     As vezes ouvimos pessoas falarem que o oferecido não tem preço, eu entendo que não é porque a oferta não tenha valor, mas não seja possível estipular o preço. Oferecer apoio sem que a outra pessoa peça, é um dos atos mais sublimes de solidariedade, visto que, algumas pessoas precisam de apoio e não pedem porque já se encontram sem forças e sem esperanças, já ouviram tantos não, que as vezes nem acreditam que exista alguém que possa se preocupar com ela, por isso não pedem ajuda e algumas são mais radicais, não aceitam ajuda de ninguém.
     Quando isso acontece, é porque o desespero já se encontra em um grau tão elevado, que tenta representar que pode ser independente, mas isso não representa a realidade, por tanto se acontecer de alguém recusar sua ação solidária, não a ignore, é mais um motivo para prestarmos nossa solidariedade. A solidão, e a exclusão criam um comportamento parecido com o orgulho, quando na realidade isso é uma doença que precisa de cura, e o melhor remédio é a solidariedade.
     As pessoas, tal qual os animais, existem aquelas que são mais ou menos favorecidas, ninguém é infeliz por escolha, agregado a vários tipos de comportamento e atitudes, é inegável que também existe o fator sorte, e dela precisamos para que possamos ter uma vida melhor, também somos responsáveis, e não podemos culpar a falta de sorte se não tivermos força pra lutar pelos nossos objetivos.
     Os excluídos, não são por opções próprias, algum detalhe os fizeram mudar de lado, cabe a sociedade ser mais solidária, mesmo que em algumas situações seja difícil de doar amor e carinho a quem praticou alguma maldade. mas nem sempre a maldade é intencional, existem casos devido a falta de equilíbrio, provocada por distúrbios, e se conseguirmos abrandar a nossa ira, talvez possamos agir de forma solidária.
     Ofereça seu apoio, não ao ato, mas a pessoa que está perdida em seu próprio labirinto, o amor ao próximo, é a melhor oferta que pode ser feita, por isso não tem preço, é algo que ninguém pode comprar, doar é melhor que receber, e quem doa de coração, sem esperar recompensa, semeia uma das mais importantes ofertas, a solidariedade.

     Ass.  Maninho.

TEMPOS DE CRIANÇA

     Mágicos e inesquecíveis tempos de criança, em que a fada Inocência tocava em cada criança com sua varinha de felicidade. Ah que gostoso, o algodão doce, a pipoca, e o impagável sorriso do palhaço, promovendo a alegria,
     É impossível esquecer, nosso tempo de criança, de amor e esperança, e a alegria de brincar, de correr e de pular, sem ter que pensar em nada, é uma fase encantada, que passamos em nossas vidas, nunca serão esquecidas, essas nossas cirandadas.
     Parece que no criador fez de propósito, no início tudo maravilhoso, independente de qualquer lugar, a criança brinca, com os brinquedos que tem, e com os brinquedos imaginários, e mesmo em situações de pobreza, ela consegue brincar, parece que o criador lhe diz, aproveite esse tempo, porque ele passa rápido demais, e depois os desafios da vida vai começar.
     Quem já brincou de ciranda, amarelinha ou pião, de vaqueiro ou de patrão, bola de gude ou massinha, de carrinho ou fazendinha, carro de lata ou boneca, de cabra cega ou peteca, pega bandeira e casinha.
     A criança, em seu tempo de criança, tem o dom da simplicidade, não precisa de um brinquedo especial, já vi meninas entrando no milharal e tirando bonecas de milho, para fazerem delas sua princesa, penteava seus cabelos dourados, com a mesma delicadeza de quem brinca com uma boneca comprada em lojas de brinquedos, garotos que cortavam os talos que caíam das carnaubeiras, e faziam cavalos de pau, e felizes corriam pelos terreiros das casas simples onde moravam.
     Quem brincou de adoletá, pula sela ou bambolê, pula corda, ou passa anel, pedra tesoura e papel, como é que vai esquecer, a brincadeira bacana, como de montar cabana, cabo de guerra e charada, em noite de lua cheia, brincar com bola de meia, como a vida era engraçada.
     Tempos de criança, é o tempo em que podemos fazer de nossas crianças, nossas melhores companhias, dando-lhes carinho, atenção, e participando ativamente de seu desenvolvimento, e carinho não está a venda em lojas de variedades, carinho não custa dinheiro, e é fundamental para uma formação mais humana.
     Hoje mesmo em casas simples as crianças em sua maioria ficam em berços, confortáveis e protegidos, mas nem sempre foi assim, houve um tempo em que as crianças ficavam dentro de um carrinho de madeira, forrado com tecidos simples, nem por isso elas deixavam sorrir para seus pais, fortalecendo a ideia em que o carinho poderia estar nas simples salas de barro batido, ou nos palácios de pura nobreza.
     Tempos de criança, tão bom, tão passageiro e tão especial. Ninguém esquece, das canções de ninar, das brincadeiras, das história de fadas e seus encantamentos, ah, como seria bom se cada adulto pudesse lembrar de uma infância assim, de amor, de brincadeiras e de liberdade. É tudo que as crianças querem, tenha tempo para elas, senão outras pessoas as conquistam, e estranhos não podem ser mais presentes do que os pais.
     Em meus tempos de criança, corri nos terreiros, tomei banhos de riachos, mergulhei em lagoas, brinquei, brinquei e brinquei, mas nada foi tão marcante, quanto as brincadeiras com meus pais.
A criança é o futuro de qualquer nação, e os pais, são responsáveis por esse futuro, no dia das crianças, que tal contar-lhes uma história de sua infância, fale das brincadeiras de antigamente, não estará voltando no tempo, estará contribuindo com a cultura.
     Mostre que em você ainda existe um lado infantil, afinal, ninguém esquece os tempos de  criança.

     Ass.  Maninho.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

     O vento balançava as árvores, e em uma delas desprende-se uma folha seca e frágil, o vento a carregava levemente, e seu galho inclinava-se na direção da mesma talvez se despedindo e a olhando pela última vez. Sabe que nada pode fazer, só sabe que a perdeu. Mesmo assim parece preocupado por não saber o destino desse voo involuntário, inclina-se um pouco mais, mas a perdeu de vista.
     O vento tenta confortá-lo e o recolhe ao seu ponto na árvore, e talvez imaginando se aquela folha cairá em lugar seguro, ele se preocupa porque sabe que a missão dela ainda não acabou.
E sem entender essa relação, os galhos novos e com folhas verde escuro procuram entender o porque daquela preocupação, se foi apenas uma folha que caiu e ficaram centenas de outras verdes amareladas e secas. O galho mais antigo sabe porque, e o outro é muito novo e mão perdeu ainda a sua primeira folha, e por isso nem sente e nem sabe o que aquela folha representava.
     E se comparássemos esse galho a nossa árvore da família, também com suas raízes e ramificações, quem seria de nós que visse uma pessoa querida se desprender da gente para seguir outros rumos. quem não procuraria olhar atentamente seu paradeiro, mesmo que fiquem outras assim como ficaram as folhas no galho.
     Aquela que se desprendeu, será sempre lembrada no sentimento de  nascimento, convivência e saudade. As árvores envelhecem e nós também, em uma árvore nova, o vento a enverga, seus galhos varrem o chão, e quando o vento passa ela se ergue e parece ter se divertido com o que aconteceu. Ao lado uma árvore antiga também sofreu com o vendaval, o vento a envergou, quebrou alguns galhos enfraquecidos pela ação do tempo, e quando o vendaval passou, ela já não era a mesma, em sua copa apresentava clarões e galhos quebrados junto ao chão.
E nós, quantas vezes somos abalados pelo vendaval do tempo, e quando jovens, enfrentamos desafios e até rimos deles, mostramos nossa força e nos erguemos.
     Mas depois já não temos a mesma força e vamos perdendo parte de nós, o vento dobra a árvore antiga, e o tempo nos dobra, parece que nos molda a seu estilo. E quando não aceitamos, fica mais doloroso ainda, porque ele não desiste, e as vezes até nos oferece uma trégua, e quando retorna é para decidir. E aí já perdemos algumas pessoas queridas, e também ganhamos outras,assim foi com a árvore, perdeu as folhas secas e ganhou as verdes.
Parece uma ação para manter o equilíbrio, mas a folha que cai o vento leva e a certeza de nunca mais  vê-la, é que deixou o galho muito triste.
     E na nossa árvore da família, com algumas certezas e incertezas, temos uma certeza, que na proporção que o tempo vai nos dobrando temos que sermos resistentes e nos anteciparmos aos possíveis vendavais, e assim tal qual a árvore, procurarmos em nossas raízes o sustentáculo para suportarmos a força do tempo.
Uma folha que cai, é a saudade que fica e se eterniza em nossa árvore da família, que sem distinção entre as verdes ou as secas, ambas sempre serão folhas  de nossa árvore.

     Ass.  Maninho.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

QUANDO O SILÊNCIO GRITA

     Estranho, muito estranho ouvirmos um som que não existe. Acontece que precisamos ouvir o som do silêncio, ele se conseguirmos aprender a ouvi-lo, entenderemos que o silêncio tão forte, que vai nos assustar.
     As inúmeras quantidades de vezes que amizades foram desfeitas, e que perdemos pessoas que poderiam nos fazer felizes, pelo simples costume de querer impor condições, tratando pessoas como se fossem propriedades, e sem ter a menor sensibilidade para respeitar ou entender um momento de descontrole emocional.
     E em quantos momentos já caminhamos lado a lado sem que uma só palavra seja pronunciada, mas dentro de nós, ouvimos os mais variáveis sons. Isso acontece porque, aqueles dois famosos dragões que vivem dentro de nós, vivem em constantes guerras. Enquanto um defende, o outro acusa, precisamos aprender a domar ambos, e deixar que um possa definir o que é melhor, alimente o dragão do bem, e tudo dará certo.
     As palavras são perigosas demais, se não forem pronunciadas com sabedoria, muitas delas ferem e demoram a cicatrizar, e por isso precisamo de cautela, palavras ditas, nem as desculpas conseguem apagar, e pedir desculpas, é atestar que que errou, e existem muitos tipos de erros, alguns deles são irreparáveis. Falar primeiro para depois pensar, esse tem sido motivos para muitos gritos e atritos.
Quando magoamos alguém, e que a vítima nem fala, apenas olha, a sensação já é terrível, auela olhar frio, sem a definição exata, se o sentimento é de ódio, decepção ou tristeza, e a gente pensa: Seria melhor se falasse, a dúvida sobre esse tipo de olhar nos sufoca.
E o pior, ainda não é o olhar. O pior é quando nem olhamos, simplesmente deixamos que o silêncio grite. Esse grito não chega aos nossos ouvidos, vai direto para a nossa consciência, o grito será tão forte, que é capaz de tirar o nosso sono. Nós, o travesseiro e o grito, esse som que chega não pode ser medido, ele é tão forte, que procuramos ouvir uma música, mas nenhuma agrada, porque o som do grito é bem mais forte.
Vamos imaginar o seguinte: Amamos muito a uma pessoa, nos colocamos em segundo plano, para podermos propiciar a quem amamos, todo o amor possível, e é lógico que não esperamos que esse amor acabe, porque temos tanto afeto que pensamos que será por muito e muito tempo.
Mas acontece que acabou, e sem uma explicação que possa justificar, não tem muito o que fazer, aí vem o silêncio e solta o grito, porque? Eu não mereço isso, me doei, amei como ninguém podia amar, e agora? A lembrança, o sofrimento, juntaram-se ao silêncio procurando uma resposta , não encontra.
O silêncio grita, e grita tão forte, que será impossível a consciência não ouvir.
Nada terá um som tão forte quanto o grito do silêncio, e quando esse grito chegar até a consciencia, de nada vai adiantar tampar os ouvidos, o som do grito lhe encontra, para o grito do silêncio, não existe distâncias ou barreiras, nem tente fugir, ou fingir, você vai ouvir com certeza, portanto dispense gritar ou revidar, deixe que o silêncio gritar por você.

Ass.  Maninho.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

OS PONTEIROS DO TEMPO

     Alheios a todos nós lá estão eles, de forma sonora ou silenciosa, isso é o que menos importa. O que importa mesmo é sabermos que eles são insensíveis e que em nenhum momento eles vão parar para  podermos escolhermos o nosso tempo. Até que parece lento, mas sua velocidade é associada ao nosso momento, se estamos felizes ele parece apressado, se estamos aflitos parece que eles param.
     O grande segredo é termos a consciência que o tempo vai e o tempo vem, e nesse intervalo ele colhe tudo sobre nós, alheio a todos nós, no que se refere a interferir, e presente constante em como observador. Ninguém, ninguém mesmo, consegue passar ser ser catalogado pelos ponteiros do tempo, ele é o sábio que ouve mais e fala menos, mas quando resolve falar mostra toda a verdade, e essa verdade mostrada é um alerta para a humanidade.
     Ah, quantas vezes eu  a lua e uma calçada, comemoramos a noite, e pensávamos que podíamos comemorar, e da pura ingenuidade de pensar que estávamos blindados, e os ponteiros do tempo nem tinham visto minhas falsas promessas, tolo que fui, em rir da lágrima de alguém, em arrancar a flor, em vez de beija-la no galho, egoísta que fui, pensando só em mim, e os ponteiros do tempo me olhavam atentamente, e mais cedo ou mais tarde, meu peito vai doer, meu corpo vai tremer, e minha falta de amor, me fará pagar, pela lágrima e pela a flor.
     É assim, sempre será assim, o tempo leva o que fazemos, vagueia, demora, e retorna para nos devolver o que é nosso, mas ele é generoso, e nos devolve corrigido, de alguma forma todo o nosso esforço valerá a pena, porque teremos de aprender com ele, seja no sorriso ou pela dor, teremos que assinar nossa arte, se ele vai para alguma galeria, ou se será descartada, só depende de nós.
     Os ponteiros do tempo são iguais aos olhos do infinito, nunca se cansam e nunca dormem, para nunca sejam censurados, cabe a cada pessoa escolher qual a flor que vai florescer em sem jardim.

     Ass.   Maninho.

SEM DESTINO

A facilidade de armarmos o arco e soltarmos a flecha, é muito constante entre as pessoas, no entanto seria mais inteligente escolhermos o destino certo, senão poderemos cometer injustiças. Nem sempre o nosso pensamento representa a legalidade de nossas ações, e por isso atingimos erroneamente algumas pessoas.
Os nossos desejos não podem e nem devem estar acima da lógica e da razão, se agirmos assim estaremos contrariando um dos conceitos básicos, tão necessário e tão importante, o respeito ao próximo. Antes de fazermos qualquer esforço físico para armar o arco e disparar a flecha, é aconselhável purificar o coração e deixar que ele lhe auxilie a eliminar a eliminar o ódio sem motivos, e deixando que a convivência de julgar a aparência.
Sem destino certo, essa flecha poderá bater em algum escudo e retornar, se acertarmos a pessoa  errada, isso será um impacto, mas se ela retornar será impactante. Pense antes de armar esse  arco, uma vez que soltar a flecha, ela poderá não chegar ao destino, e sem destino ela poderá atingir qualquer pessoa.
Mas vale desenhar um pássaro, de que afiar uma espada, em um mundo carente de amor e de respeito ao próximo, em que estamos perdendo o sentimento de amizade, precisamos guardar o arco e a flecha, e cultivarmos o carinho, cada pessoa que procurar fazer um mundo melhor, sem dúvidas, será vista de forma especial, a humildade é uma sabedoria que leva a um tratado de paz, a arrogância e a individualidade, são armas perigosas que promovem a guerra.
Falamos de amor, solidariedade, amizade, compreensão, mas só falar não adianta muito, se nossas atitudes não forem comprometidas, com as nossas divulgações. É hora de substituir o mau humor pelo sorriso, a aparência pela transparência, e o silencio pelo dialogo, assim esse arco ficará na parede, e não precisará mais ser utilizado.
Ass.  Maninho
  

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

UM DIA A CASA CAI

     Um dia a casa cai. Essa expressão de ironia e de alerta, bem que poderia ser tratada com mais seriedade. A casa em si não quer cair, ela sabe que se cair, será um desastre.
     Toda casa tem uma energia diferente, porque toda casa, também tem habitantes diferentes. A casa não cai de surpresa, ela envia varias mensagens, para que seja evitado seu desmoronamento.
     E são mensagens simples e visíveis, rachaduras nas paredes, telhas quebradas, goteiras, cupins, e até teias de aranhas, são tantas aparências estranhas, que somente quem não gostar dela, não verá.
Se as paredes estão rachadas, veja porque começou e como fazer um reparo, de forma segura.      Quantas vezes você racha um relacionamento, e não teve a sabedoria para identificar o porque, e corrigir a tempo, de forma segura, transparente, e sem deixar cicatrizes aparentes.
     Telhado quebrado? Com certeza quebrou com algum tipo de impacto, e quando quebramos a confiança? pense no tamanho do impacto, telhas são substituídas normalmente, confiança não se compra, eis o grande problema, e para normalizar leva uma eternidade.
     As goteiras, elas já são um problema do telhado, quebrou, e a abertura que deixou, foi muito sentida, e as lágrimas vieram, não em forma de gotas de chuva, que respinga e molha, mas em forma de tempestade, desse tipo de tormenta que desorienta, e essa lágrimas vão rolar, por muito tempo.
     Ah, os cupins, todos conhecem, destroem a estrutura do teto, é terrível. Não deixe que eles encontrem sua casa, será muito difícil refazer o teto, nunca será o mesmo, sempre existirá o medo que eles voltem e causem nova destruição. O teto é a proteção, não pode haver falhas, se houver, não terá sono tranquilo, e a tranquilidade é tudo da casa que falamos.
     As aranhas e suas teias, se tem teias de aranha, e como se a casa estivesse abandonada, você já não tem o mesmo carinho, não tem a mesma atenção, alias, nem olha direito, senão tinha retirado as teias, e teria todo cuidado do mundo, afinal debaixo de um teto, tudo deve ser tratado com muito carinho e zelo, se isso acontecer, a felicidade será uma hóspede eterna.
Sabe? Essa casa que estamos falando, é você, a sua vida, seu amor, seu convívio, então não deixe de olhar essa casa com muita atenção e respeito, todo carinho é pouco.
     Pare agora, e veja como está a sua casa, se você esqueceu de colocar, amor nos alicerces, humildade nas paredes, e justiça no teto, você não está sendo inteligente, não está fazendo uma construção sólida, e desse jeito, não se surpreenda, um dia a casa cai.

     Ass.  Maninho.

UM SONHO QUASE IMPOSSÍVEL

     As vezes recebo avisos em meus sonhos, e até tento ignorá-los colocando-os na condição de coincidências, acontece que muitos deles já aconteceram, o que reforçam a ideia de que podemos receber mensagens em nossos sonhos, agora termos a sabedoria de interpretar as mensagens, é a parte mais difícil.
     Sonhei que passeava em uma linda colina toda verde e de folhas orvalhadas, existia tanta paz no local, que nem o vento era sentido. Enquanto eu admirava tanta beleza, e ao mesmo tempo tentava descobrir que lugar poderia ter tanta ternura, o silêncio foi quebrado pelo som de um soluço. caminhei na direção do som, e depois de alguns metros, me deparei com um enorme portão, muito alto, pintado de branco, e perecia que era feito de arames.
     Ao lado do portão, tinha um anjo chorando muito, alto e de asas curvadas, chorava inconsolado, aos poucos ficou de joelhos, baixou a cabeça e a encostou no portão. Aquele desespero me incomodou, eu me aproximei e perguntei o que estava acontecendo, e ele com a s suas asas gigantes, apenas disse: Estou arrependido.
     Acordei, mas parecia que meu espírito havia ficado naquele lugar. De imediato pensei: Será que ele se arrependeu, e aquela batalha que todos falam não vai mais acontecer. Mas depois de milhões de anos porque ele desistiria? E se fosse ele que estava chorando arrependido junto ao portão.
     É impossível que ele se arrependa? Impossível não. Pode ser difícil, Tantas coisas que pareciam impossíveis já aconteceram, cidades ficaram submersas, civilizações desapareceram, o mar se abiu, milagres aconteceram, um rei ressuscitou, e depois de tudo isso, será que ainda existe o impossível? E se ele se arrependesse, e recebesse o perdão, não existiria a tal batalha.
     E se eu tiver viajado a milhões de anos no futuro, e isso vier a acontecer. Arrependimento, existem tantas pessoas se arrependendo e procurando o lado bom, até mesmo quem jã cometeu crimes horríveis, pode se arrepender, isso não o exclui do delito, mas o arrependimento vai fazer mudanças incríveis em sua vida.
     Um anjo chorava arrependido, mas por que? por ter feito, ou ter deixado de fazer?  Mas ele não só chorou, ele ficou de joelhos, cabeça baixa, e soluçando arrependido, e se for ele, mesmo que seus seguidores nem entendam porque ele está desistindo, mas pelo motivo de estar arrependido, o mundo estará bem melhor.
     Eu sei, foi apenas um sonho, mas quantos anjos já entraram nos sonhos das pessoas, e deixaram suas mensagens para o presente ou para o futuro. E se a batalha não acontecer, será que vão para de louvar, pregar, celebrar, será que vai ficar sem sentido essa história desde o começo do mundo? Quando falamos no fim dos tempos, será que não nos referimos ao fim dos tempos difíceis, e o começo de uma nova era.
     A era do arrependimento, do perdão, da unificação do bem, afinal, não sei qual era o anjo que estava chorando, nem sei interpretar esse sonho, mas vamos descartar as impossibilidades, e acreditar que o anjo arrependido seja ele, e se isso um dia acontecer, vamos dar glórias, porque só assim teremos uma nova era.

Ass.  Maninho.

INSATISFAÇÃO, UM MONSTRO ENTRE NÓS

     Esse monstro de boca enorme, sempre querendo e querendo mais, é a insatisfação. Ela é a maior coletora e distribuidora de infelicidades, e talvez o maior elo de ligação entre as pessoas e os demônios, justamente por não ver os motivos que deveriam ser de satisfação e felicidade.
Esse monstro chega até nós mansinho e de forma desapercebida, as vezes, até finge que nos ajuda, nos motivando para conseguirmos alguma coisa, quando conseguimos, vibramos com a conquista, mas gradativamente a descartamos, e queremos uma maior, e o mais agravante, é que as vezes ainda nem saímos do calor da conquista, e já a congelamos, somos de uma frieza assustadora, e é nesse momento que a insatisfação cresce dentro de nós.
     Importante não confundir a insatisfação, com o desejo de conquistas, as conquistas que são valorizadas, as taças são polidas e nunca jogadas fora. No caso da insatisfação, as conquistas perdem o valor, e é esse sentimento de desprezo que alimenta outros monstros dizimadores da humanidade, a ganância, o orgulho, o egoismo, e seus seguidores do sub mundo.
     Quantas pessoas que dividiam o salário com o valor do aluguel, conseguem uma casa própria, e a lógica deveria ser de agradecimento, mas contrariando a lógica, reclama porque a casa não é em um bairro nobre, ou porque não tem uma bela piscina, ou um jardim. Antes possuía uma bicicleta, e conseguiu comprar um fusca, mas bonito mesmo, é o camaro do patrão, quando criança, bebia água guardada em uma quartinha,. e agora tem um refrigerador de novo para as crianças, mas com tudo isso é ignorada, porque não é uma frost free.
     Sabe, aquele dinheiro extra do décimo terceiro, comprou presentes, pagou algumas dívidas, mas ainda sobrou para comprar frango, pernil, sidra, chocolates, refrigerantes, algum tipo de bebida, e não fica feliz, porque viu na internet pessoas comprando bebidas importadas, presenteando outras com carrões, mansões, e até ilhas. Então o monstro da insatisfação se delicia, cresce, se abastece com esses sentimento pequenos, destruidores, e vai se alastrando no mundo, de uma forma avassaladora e incontrolável.
     A insatisfação, se alimenta diariamente de nossa reclamação. Porque ganha pouco, e se esquece não nem emprego tinha, porque acorda cedo para trabalhar, enquanto muitos nem conseguiram dormir, reclamamos do ônibus lotado, e esquecemos que algumas pessoas caminham a pé, porque estão sem dinheiro, sem passe card, sem emprego e sem perspectivas, ah, ficamos insatisfeitos porque aquelas postagem teve muito mais curtidas do que a nossa, er aquilo estragou nosso dia.
     Paciência, estragar o dia por isso, reclamos do calor, mas quando o sol não aparece, reclamamos porque esta fazendo frio, e se chover molha a gente, mas sem água ninguém vive, mas molhou o cabelo, e esquece que a garganta seca de sede, é um problema bem maior.
     Eu hein? Vou parar de fazer comparações, vão reclamar que estou exagerando, nem vão ver que por alguns instantes eu consegui me livrar do monstro da insatisfação, que está esperando eu ficar insatisfeito porque não leram a postagem no site. Ah, se lerem e gostarem vou ficar feliz, se isso não acontecer, o monstro da insatisfação vai ficar triste, me lembrei que tenho todos os motivos para comemorar essa postagem, é uma conquista, quando criança, eu não tinha  nem net, nem site, mas tinha muita alegria, esperança, saúde, família, amigos, o tempo me separou de amigos, de familiares que nunca vou esquecer, mas continuo feliz, porque no decorrer desse tempo eu aprendi a agradecer mais de que reclamar.
     Ia esquecendo de contar para vocês, o monstro da insatisfação não gosta de mim, mas eu entendo perfeitamente isso, mesmo porque não conseguimos agradar a todos.

     Ass.  Maninho.


A EXPEDIÇÃO

     Um dia, um colecionador preparou uma expedição para explorar no mar uma quantidade maior e possível de criaturas marinhas. Pensando apenas em ganhar dinheiro e status, e esqueceu que todo plano maldoso trazem grandes consequências. Colocou um anuncio, oferecendo gratuitamente um grande passeio marítimo. Pessoas que tinham desejos de fazerem um cruzeiro, mas que não tinham condições, aproveitaram a grande oportunidade.
Somente alguns membros da tripulação sabiam o plano do patrocinador da viagem. No dia do embarque era uma alegria total, a chamada era feita pelo número de inscrição, as pessoas iam se acomodando, e esperavam ansiosas a hora de levantar a âncora. A ultima família a subir,foi a de um casal e uma filha de quatro anos. Enquanto aguardava a chamada, a menina brincava com uma borboleta. E quando embarcou, a borboleta pousou nem seu ombro, e foi junto com ela.
     Durante o dia só navegaram, o homem queria explorar nas águas bem distante da costa e disse ao comandante, que iria iniciar a exploração no terceiro dia. Anoiteceu, a maioria dos tripulantes foram para os aposentos. A  menina havia esquecido a borboleta, mas ao deitar-se, a borboleta pousou na ponta do nariz dela, de forma que as antenas da mesma, estavam próximo aos olhos dela.
     A menina sorriu, e com toda inocência perguntou perguntou: Oi, quer falar comigo? Sim, mas não fique assustada. Areação foi imediata, um grito, mamãe, a borboleta falou. Calma minha filha, você estava sonhando, não mamãe, a borboleta que está no meu nariz, falou comigo. A mulher acendeu uma luz, olhou para a filha, e não viu nenhuma borboleta, sorriu e disse: volte a dormir e sonhar com a sua borboletinha, e a envolvendo com um cobertor, a beijou a apagou a luz.
     O claro existente no ambiente, deixava tudo visível, e quando a menina colocou a mão no nariz, tentando pegar a borboleta, a mesma se transformou em um pirilampo de luz azulada, e disse: pedi para você não gritar, e ela tremendo de medo só balançou a cabeça concordando.E ele disse: Sou uma fada, e vou estar com você durante muito tempo, precisa confiar em mim, e não comentar mais sobre a minha existência, vim para lhe dar proteção, porque esse não é um passeio, é uma expedição pirata.
Na proporção que ele falava, ela ia ficando mais tranquila, parou de tremer,os cantinhos da boca já anunciavam um sorriso. Voltando a sua condição de borboleta, ela falou, melhor assim, seremos amigas, e amigas de verdade, e batendo com uma de suas antenas no olho da menina, selou um pacto de amizade.
     Só você consegue me ver, e ninguém mais, se falar que conversa comigo, vão rir de você, e lhe chamar de louca. Daqui a dois dias vão tentar pescar um grande peixe dourado, só que não é um peixe, é um guardião do mar, e ele vai fazer muito barulho,e um grande estrago nesse barco, não entre em pânico, não vai morrer ninguém, mas o rumo dele vai mudar, ele vai parar em uma grande ilha, a ilha do medo.
      A menina adormeceu, Ao amanhecer, a mão foi acorda-la para o café da manhã, e durante o café perguntou: E sua a sua borboleta falou o que com com você? Que borboleta mamãe? A do sonho, ah, dormi tão bem que esqueci do sonho, todos riram, e foram se divertir no passeio.
O dia decorreu normal, e no dia seguinte, na hora do café da manha, ela comentou: Hoje vai ser um grande dia, e o pai dela perguntou por que, elas respondeu, por causa de um grande peixe dourado, o homem riu, é vai ser mesmo um grande dia.
     Ainda de forma tímida,  a tripulação iniciou algumas atividades diferentes da rotina, preparavam redes de pesca, arpões, iscas, e nada de especial tinha acontecido. Já no fim da tarde, os últimos raios solares refletiam nas águas mansas, no meio do oceanos, de repente, um enorme alvoroço, gritos e correria, todos a postos, preparem as redes, ele é nosso, não o deixem fugir. Os tripulantes curiosos, se aproximavam das laterais do barco para verem o que estava acontecendo, e viram um enorme peixe dourado, nadava tão tranquilo, que parecia estar posando para os fotógrafos, eram enorme, e quando os raios do sol clareava sobre ele, parecia uma grande tocha dentro da água.
     Quando iniciaram a pesca, muitas pessoas protestaram, porque pescar, se era só um passeio, não era legal matar aquele peixe, se tinham suprimentos necessários para a viagem. E para surpresa de todos, apareceram homens armados e disseram que ninguém criasse problemas, e nem protestasse com a decisão do comando.
     Depois de muita luta, conseguiram pescar o peixe dourado, quando levantaram as redes, ele surgiu em pé na rede, e soprou no mastro, e o partiu em dois, partindo a vela meio a meio. O barco começo a girar, peixes e criaturas marinhas, faziam um movimento uniforme, transformando as águas mansas em um grande funil. Relâmpagos cortavam o céu, o vento balançava o barco, as marés subiam assustadoramente, e o desespero tomou conta de quase todos.
     Os pais da menina, procuravam a proteger da melhor maneira, e ela falando baixinho ao ouvido da mãe, disse: Não precisa ter medo, não vai morrer ninguém, o barco vai parar em uma ilha, diga a papai, que vai dar tudo certo, e eles não vão levar o peixe dourado, a mulher discretamente passou a mensagem, e enquanto a luta continuava para segurar o peixe, o mesmo desapareceu, deixando ma redes vazias, mas o barco levado pala força do vento e das ondas, já de noite parou em uma ilha.
Cansados e assustados, sentaram-se na areia, ainda pensaram seguir até a ilha, ma de longe ouviam gritos e lamentos, e apavorados com aquilo, desistiram de seguir.
     Pela manhã viram que o barco estava destruído, e ir na florestar cortar madeira para reconstruir o barco. Ao entrarem, e viram muitas joias nos caules das árvores, e quando do alguns tentaram pegar, a árvore falou: São minhas, se não lhe pertence porque quer pegar? Por esse maldito costume de só pensar em se dar bem, sem saber respeitar os outros e a natureza,é que estou plantado aqui, por muitos anos, ou para sempre.
     Depois disso, desistiram das joias, para em frente a uma grande árvore, e o colecionador disse, vamos derrubar essa, só ela vai ser o suficiente para construir um barco. Quando deram o primeiro golpe na árvore, ela deu um grito tão grande, que a ilha tremeu, eu inaugurei essa ilha, milhares já tentaram me destruir, mas eu sobrevivi, quando meu barco naufragou, eu troquei a minha liberdade, para libertar todos que estavam comigo, fiquei só, precisava pagar pelos meus erros, e já estou próximo a ganhar a minha liberdade, vão procurar as árvores mortas.
     O homem entendeu que todo o problema por qual estavam passando, era culpa dela, pela ganancia e por não ter falado a verdade sobre as suas intenções da viagem. Chamou todos e informou que nenhuma joia poderia ser tocada e que nenhuma árvore deveria ser cortada, iremos procurar as árvores mortas. Anoiteceu, e todos dormiram próximos uns aos outros para a segurança de todos.            Durante a noite, a borboleta conversou com um pequeno arbusto, e esse levou todos os calçados dos náufragos. Ao amanhecer o dia, seguiram descalços, procurando as árvores mortas, o solo perecia ser feito de espinhos, alguns, os pés já estavam sangrando, e andaram alguns metros viram uma pequeno rancho, chegaram até lá e entraram, viram uma estante com vários tipos de calçados, e gravado na estante: feito para você. Todos escolheram seu par de calçados e voltaram para procurar as árvores mortas.
     Algo  muito estranho começou a acontecer, alguns ficaram pesados e começaram a afundar, enquanto outros ficaram leves e começaram a voar. Os que afundavam, iam criando raízes e se transformando em novas árvores, os que conseguiam voar, foram levados por um grande pássaro até seus destinos,e a borboleta fez um brave comentário, vocês aprenderam a lição, mas não divulguem esse estória, não vão acreditar em vocês, o importante é que vocês aprendam com ela.

     Ass.  Maninho.